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Responsável pela Subprefeitura da Lapa disse não ter se intimidado. Produto tem como objetivo levantar fundos e divulgar o movimento. Nua e ao lado de uma bicicleta. É assim que a subprefeita da Lapa, na Zona Oeste de São Paulo, Soninha Francine (PPS), irá aparecer em uma das folhas de um calendário que será lançado no dia 28 de fevereiro pela ONG CicloBR, na capital paulista. O calendário mostra diversos cicloativistas em poses discretas e não explícitas e tem como objetivo levantar fundos e divulgar o movimento.
Escrito por saggin às 11h12
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Presidente do BC e Jobim foram escalados por Temer para impedir que PT imponha 'prato feito' ao partido De Christiane Samarco: O PMDB iniciou ontem uma ofensiva para se contrapor ao PT e garantir espaço na elaboração do programa de governo da candidata Dilma Rousseff. Reeleito presidente nacional do PMDB, o deputado Michel Temer (SP) chamou o ministro da Defesa, Nelson Jobim, e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, para barrar a consolidação do programa petista. O motivo da pressa do presidente do PMDB em escalar o time que vai formular o plano foi a notícia de que o programa da candidata petista e ministra da Casa Civil já está pronto. Como o documento será discutido no Congresso do PT, que vai oficializar a candidatura de Dilma no dia 20, em Brasília, Temer agiu para deixar claro que não aceitará "prato feito". Em telefonema ao vice-presidente do PT e assessor do Planalto, Marco Aurélio Garcia, Temer avisou que seu partido também terá um plano de governo e a aliança se dará a partir da fusão dos programas. "O PT não vai impor nada. Vamos trabalhar juntos", respondeu Garcia a Temer, segundo o próprio deputado disse a um interlocutor. "O que está acontecendo é que estão fazendo diretrizes, para depois conversarmos em conjunto", explicou o assessor especial de Lula ao peemedebista. O documento petista, intitulado A Grande Transformação, defende a maior presença do Estado na economia, com fortalecimento das empresas estatais e das políticas de crédito dos bancos públicos federais para o setor produtivo. Embora uma ala expressiva do PMDB tenha viés nacionalista e se identifique com a ideia do reforço do papel do Estado, o cenário aponta para um intenso debate entre petistas e peemedebistas.
Escrito por saggin às 11h07
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O GLOBO Na terceira versão do programa de defesa dos direitos humanos, foi aplicado o método de se convocar assembleias país afora para colher sugestões; e, quando veio a reação contra a revogação da Lei da Anistia, a instituição de sistema de coerção sobre a imprensa, entre outras aberrações contrabandeadas para o programa, o assembleísmo terminou defendido no governo como capaz de dar grande legitimidade às propostas. Um engano, pois estas assembleias e conselhos servem apenas para congregar companheiros de mesma ideologia, em busca de canais de pressão não institucionais. Sabem que são minoritários na sociedade, por isso tentam atuar de forma direta nos centros de decisão — manobra facilitada quando há aliados nestes centros. Padece do mesmo vício a proposta do PT de criação do Conselho Nacional de Política Externa, pelo qual ONGs, “movimentos sociais” e similares passariam formalmente a influenciar a diplomacia brasileira. É um passo a mais na cultura do assembleísmo e da subordinação do Estado a interesses partidários, de grupos, de corporações sindicais e lobistas de toda ordem. A ideia parece ser instituir o que na gestão Lula já acontece por meio do assessor presidencial para política externa, Marco Aurélio Garcia, uma espécie de “Itamaraty do B”, um braço autônomo ligado a frações do PT e ao qual se subordina, em certa medida, o Ministério de Relações Exteriores. Deste núcleo, ao qual se alinha o novo ministro de Assuntos Estratégicos, Samuel Pinheiro Guimarães, secretário-geral do Itamaraty até há pouco, emanam as temerárias ações de pedigree chavista e terceiro-mundista, causa de embaraços diplomáticos junto ao Primeiro Mundo. Criado o tal conselho, firma-se a subjugação do Itamaraty a grupos políticos organizados, e extingue-se a capacidade de influenciar de um dos segmentos histori-camente mais profissionais do Estado brasileiro. E avançará o projeto de criação de mecanismos de democracia direta, maneira de marginalizar o Congresso e revogar na prática o regime de democracia representativa, estabelecido na Constituição. Em outras palavras, um golpe — desfechado de forma lenta, mas um golpe.
Escrito por saggin às 11h04
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Dilma e Dirceu De Gerson Camarotti, de O Globo: Em mais uma amostra de que tem tomado a frente em negociações e alianças do PT pelo país, o ex-chefe da Casa Civil e deputado cassado José Dirceu usou seu blog para sair em defesa do governo depois do artigo dominical do ex-presidente Fernando Henrique com críticas à pré-candidata petista, Dilma Rousseff. "Então a campanha vai ser com FHC? Mas os tucanos, governadores-candidatos, Aécio Neves (MG) e José Serra (SP), não teriam como explicar? (...) O ex-presidente se sente na obrigação de defender seu governo, tão mal avaliado pelos brasileiros; (...) precisa urgentemente levantar a militância tucana e sua base social tão desmobilizada pelos escândalos do PSDB do RS, SC e SP, e de seu aliado, o DEM-Brasília". Dirceu diz que Fernando Henrique assume o posto de "chefe" da campanha com os governos de José Serra e Gilberto Kassab "acuados", vivendo um momento de crise em São Paulo. E que Aécio Neves está "entrincheirado nas montanhas de Minas sob o risco de enfrentar uma aliança PT-PMDB com (o vice-presidente) Zé Alencar candidato a governador".
Escrito por saggin às 10h59
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Alan Marques/Folha
Em Brasília, você sabe, tudo está à venda. Excetuando-se a mãe, que não tem valor de mercado, vende-se de emendas ao Orçamento à honra. Descer a Esplanada dos Ministérios rumo à Praça dos Três Poderes é uma experiência auditiva. Ouve-se pelo caminho o tilintar de verbas. Se há esse imenso balcão em Brasília é porque existe demanda. Os compradores são, porém, invisíveis. Não há quem queira identificá-los. De raro em raro, ações fortuitas do Ministério Público e da PF jogam um facho de luz sobre um ou outro corruptor. Pois bem, a dez meses do final do seu governo, Lula decidiu fazer cara feia para as empresas que enfiam a mão na cumbuca da corrupção. Num instante em que escolhe a cor do pijama que vai vestir a partir de janeiro, Lula enviou ao Congresso um projeto de lei. Propõe um endurecimento das penas impostas às firmas e aos gestores pilhados em malfeitos. Beleza. Durante dois mandatos, Lula portou-se como uma espécie de lavadeira. Acomodou o ferro em cima realidade e esperou o tempo passar. Aos 44 minutos do segundo tempo, vai à canela dos adversários. Jogo de cena. Se quisesse ser tomado a sério, mobilizaria sua tropa e colaria na proposta o selo da urgência constitucional. Sabe que seu projeto não será aprovado tão cedo. Talvez não vire lei nunca. Ah, que falta faz o Bussunda: Fala sério!
Escrito por saggin às 10h52
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Marcello Casal/ABr
 Liberado pelo TSE, que não vê sinais de campanha eleitoral em sua movimentação, Lula programou duas viagens para esta semana. Autoconvertido em cabo-eleitoral de Dilma Rousseff, o presidente voltará a exibir sua candidata nas duas principais vitrines eleitorais do país: Minas e São Paulo. Na semana passada, num pa©mício montado no Rio, Lula dissera que deixaria a oposição “doida de raiva” de tanta obra que iria inaugurar. Pois bem, parece decidido a cutucar o bico do tucanato no par de ninhos onde a oposição é mais forte. Nesta terça (9), Lula levará Dilma às Minas Gerais do governador tucano Aécio Neves. Visitará duas cidades: Teófilo Otoni e Governador Valadares. No primeiro município, presidente e candidata vão abrir um campus universitário. No outro, a dupla vai inaugurar obras do PAC. Será a terceira visita de Lula e Dilma a Minas no intervalo de um mês e meio. O governador decidiu não recepcioná-los. Aécio mimetiza o patrono de Dilma em âmbito estadual. Tenta empinar a candidatura de seu vice, Antonio Anastasia, ao governo do Estado. O governador tucano preencherá a terça-feira com suas próprias inaugurações. Sempre ao lado de Anastasia, espécie de Dilma de calças. Na quinta (11), Lula e Dilma voarão para o Estado governado pelo rival José Serra, o presidenciável da oposição. Em São Paulo, a visita também se estenderá a duas cidades: Mirante do Paranapanema e Presidente Prudente. São localidades onde o MST faz e acontece. E o Planalto oganizou para Lula e Dilma uma agenda que deixou tontos os emeesetês locais. Primeiro, a comitiva presidencial vai visitar uma usina de cana tocada pelo grupo Odebrecht. O MST diz que um pedaço da usina repousa sobre terras públicas. Defende a desapropriação. E não se conforma com a visita de Lula. Depois, presidente e comitiva vão sujar os sapatos no pó de um assentamento chamado Dona Carmen. Quem dá as cartas nesse aglomerado de lotes é José Rainha, um líder controverso. Já foi preso inúmeras vezes. Sob FHC, teve o acesso às arcas da Viúva vetado. Expulso do MST e investigado pelo Ministério Público sob a acusação de malversar verbas, Rainha saboreia a recuperação do prestígio. Ele promete arrastar cerca de 10 mil pessoas para recepcionar os visitantes ilustres. Os 'emeessetontos' e o petismo local acenam com o boicote à caravana. Ouça-se o que diz Marcio Barreto, um dos líderes do MST no Pontal do Paranapanema: “Temos sete companheiros presos, e outros 13 são procurados por terem agido contra o grilo da Cutrale. Para nós, a Odebrecht é a Cutrale do Pontal”. Refere-se às prisões decretadas por conta da depredação que o MST promoveu nos laranjais da Cutrale. Coisa captada em vídeo e exibida no horário nobre da TV. Escute-se mais um pouco de Marcio Barreto: “O presidente ignora a história do MST no Pontal e vem fortalecer uma dissidência [José Rainha]”... “...Ele prestigia a banda podre, que foi afastada do movimento, e deixa a parte legítima de fora”. O pedaço paulista da viagem presidencial será, como se vê, animado.
Escrito por saggin às 10h50
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Dilma não é líder, é reflexo de um líder’, afirma FHC Liechtenstein
Fernando Henrique Cardoso parece ter tomado gosto pelo ringue. Dá sinais de que cansou do papel de sparring de Lula e do PT. Levou as luvas ao rosto no final de semana. E distribui jabs, alucinadamente, há três dias. Nesta segunda (8), FHC voltou a acionar os punhos. Disse que Dilma Rousseff "pode até vir a ser, mas por enquanto ela não é líder. Por enquanto, é reflexo de um líder". Submetido às esquivas de seus partidários, inclusive do presidenciável José Serra, FHC entra no boxe da sucessão com a própria cara. Como o candidato do seu partido está mudo, o ex-presidente tratou de falar por ele: "O Serra já tem liderança e mostrou que faz. Na prefeitura, no Ministério da Saúde, no governo do Estado...” “...Infelizmente, pela história da ministra Dilma, ela não teve essa oportunidade. Não estou condenando...” “...Simplesmente estou dizendo que, para mim, Serra é competente, é um líder que inspira confiança. A outra, para mim, ainda não". Os repórteres indagaram: E quanto a Lula, é um líder? Entre risos, FHC, saltou a casca de banana: "Claro que sim, eu não sou bobo". Livrou a cara de Serra. Acha que o candidato, capaz de tudo, menos de se opor a Lula, está certo. Para FHC, cabe ao PSDB se “posicionar”. Quanto ao governador de São Paulo, “tem de esperar “tem de esperar um pouco mais". No mais, FHC tratou de defender o próprio legado: "Todos achavam que Lula mudaria tudo. Não mudou, seguiu adiante no que eu tinha feito. Eu achei bom..." “...Eleição é futuro. Se [o PT] quiser, a gente compara, desde que seja dentro de um contexto, não há o que temer". FHC ergueu os punhos no sábado. Discursando para vereadores e prefeitos tucanos, disse que Dilma é um “boneco”. Lula, o “ventríloquo” da candidata. No domingo, levou às páginas o artigo no qual rotulou Lula –“tosco”, “mentiroso” e “dissimulado”—e aceitou o desafio do plebiscito: “A briga é boa. Nada a temer”. Lula e o PT festejam a disposição de FHC. Acham que bateu o "desespero". As pequisas indicam que é alto, muito alto, altíssimo o índice de rejeição à era tucana e ao ex-presidente. Ao levar os pés ao tablado, FHC como que legitima a tática plebiscitária idealizada por Lula para a sucessão presidencial -"Nos contra eles". Como diz FHC, a briga é boa. Resta agora saber para quem.
Escrito por saggin às 10h47
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Fotos: Fábio Braga e Marlene Bérgamo/Folha e Nelson Antoine/Arena
 Sob águas há dois meses, moradores pobres de São Paulo decidiram fazer nesta segunda (8) o que lhes resta: protestar. Acompanhada de políticos do PT e do PSOL, uma multidão de cerca de 200 pessoas aglomerou-se defronte do prédio da prefeitura. Alguns traziam na face narizes de palhaço. Outros portavam garrafas com a água suja das enchentes e recipientes com cobras trazidas pelas águas. Para o barulho, buzinas de mão. Para amplificar a voz: faixas e cartazes. Entre outras coisas, os manifestantes pedem: A desobstrução de uma barragem, para facilitar o escoamento das águas da chuva e moradias para os que perderam suas casas. Súbito, deu-se um rififi.
A PM do governador José Serra e a Guarda Municipal do prefeito Gilberto Kassab resolveram lidar com o protesto na base do cassetete e do gás de pimenta. “Incompetência e insensibilidade”, abespinhou-se o vereador petista José Américo. Prometeu representar contra o comandante da operação. No comando, o major PM Marcos Antonio Rangel Torres explicou-se assim: "A PM não tinha ordem para usar gás de pimenta contra ninguém. Se houve exagero, isso será apurado pela Polícia Militar". Passado o lufa-lufa, uma comissão de manifestantes foi, afinal, recebida na Secretaria de Relações Institucionais da prefeitura.
Nem sinal do prefeito ‘demo’ Gilberto Kassab. Nada de concreto foi deliberado. Marcou-se nova reunião para sexta-feira. Os manifestantes esperam que, além de Kassab, também o governador tucano José Serra dê as caras. O tucanato exerce o poder em São Paulo há arrastados 16 anos. Na prefeitura, depois dos flagelos Maluf e Pitta, intercalam-se peessedebês e petês. Agora, um ‘demo’. Ano após ano, mais do mesmo: choveu, alagou. Em resposta, o “poder” público culpa São Pedro. E é no lombo dos manifestantes que a polícia desce o sarrafo!
Escrito por saggin às 10h38
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Escrito por saggin às 10h36
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Divulgação
A assessoria de Dilma Rousseff levou à página da Casa Civil na web uma notícia encharcada de 2010. Datado desta segunda (8), o texto relata a participação da candidata de Lula num encontro realizado na Assembléia Legislativa gaúcha. Coisa organizada pelo prefeito petista do município de São Leopoldo, Ary Vanazzi. Aconteceu no sábado (5). O mesmo dia em que, num seminário com prefeitos e vereadores tucanos, FHC dissera que Dilma é um “boneco” e Lula seu “ventríloquo”. “O PAC e o Futuro do Brasil”, eis o título da palestra proferida por Dilma. Ouviram-na cerca de 600 pessoas, entre prefeitos, vereadores e deputados. Dilma repisou dados que apresentara na semana passada, no balanço do PAC. E anunciou que virá mesmo à luz, em março, o PAC 2. Nesse ponto, sem citar o nome do rival tucano José Serra, Dilma injetou no discurso um tema que atormenta São Paulo há dois meses: as enchentes. Disse que a segunda versão do PAC, a vigorar a partir de 2011, vai priorizar a resolução “problemas urbanos”. A candidata espetou: “Nós temos clareza que no PAC 2, uma das linhas de investimentos mais fortes, é a questão da drenagem no Brasil...” “...Porque não dá mais para as pessoas viverem com medo toda vez que chove, por causa dos alagamentos e daquelas cenas tristes e horríveis que vemos...” Cenas “...como desabamentos, queda de encostas, água entrando nas casas. Não dá mais”. Dilma perguntou a si mesma: “Sabe qual é o programa que ajuda na drenagem?” Ao responder, a candidata pôs-se a exaltar outro programa que serve de pilar à sua candidatura: O Minha Casa, Minha Vida. De cambulhada, arrastou a era FHC para dentro do problema. Insinuou que o programa habitacional de Lula significa uma mudança de paradigma: “Acaba com a prática que existia no Brasil de olhar para a população mais pobre, que ganha até três salários mínimos, por exemplo, e deixá-la entregue a si mesma...” “...Essa população não tinha saída, mas agora tem. Estamos construindo um milhão de moradias populares e com isso estamos mostrando que é possível investir nesse setor e atender aos mais carentes...” “...São necessárias mais seis milhões de moradias, mas o primeiro passo está dado, com esse um milhão que estamos fazendo”. Dilma superfaturou o número de casas. O milhão de que falou só existe em promessa. Por ora, foram contratadas 298 mil unidades. Mas a presidenciável do PT mirou o futuro. Um futuro que, espera, lhe sorria: “Nós podemos fazer muito mais, com certeza”.
Escrito por saggin às 10h34
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Google planeja desenvolver tradução de telefonemas ao vivo em dois anos  O Google informou que está trabalhando em um telefone que poderá traduzir chamadas ao vivo e automaticamente. A tecnologia estaria disponível dentro de dois anos, segundo disse a companhia nesta segunda-feira (8). | Kimberly White -8.mai.08/Reuters |  | | Google disse que está trabalhando em telefone que traduzirá chamadas ao vivo |
A empresa já oferece serviços de tradução de texto e reconhecimento de voz e, segundo Franz Och, chefe dos serviços de tradução, o trabalho de combinação de ambas as tecnologias já começou. Segundo o jornal "The Daily Telegraph", a tecnologia iria trabalhar por traduzir frases em vez de palavras individuais. A companhia espera que, tendo em vista a enorme quantidade de textos traduzidos, pode produzir sistemas que serão muito mais precisos do que as versões atuais. Entretanto, há mais de 6.000 línguas faladas no mundo --apenas 52 estão no catálogo de ofertas do Google atualmente. "Claramente, para que ela funcione bem, você precisa de uma combinação de tradução automática de alta-precisão e de reconhecimento de voz de alta precisão, e é nisso que estamos trabalhando", disse Och.
Escrito por saggin às 10h30
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Chávez anuncia punição para quem não reduzir gasto de energia  da France Presse, em Caracas (Venezuela) O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, decretou na noite desta segunda-feira emergência elétrica no país por dois meses e anunciou punições aos que chamou de "esbanjadores". A crise elétrica venezuelana, que já contava com um sistema em colapso, foi agravada pela forte seca. "Se declara o estado de emergência sobre a prestação do serviço elétrico nacional e suas instalações e bens associados por um período de 60 dias prorrogáveis", afirma o decreto 7.228, lido por Chávez antes da assinatura, em cerimônia que foi transmitida pela televisão. O decreto autoriza o ministério de Energia Elétrica a decidir de maneira excepcional as medidas especiais que considera pertinentes para garantir à população o fornecimento de energia elétrica. Assim, o Executivo terá o poder de autorizar a compra de energia elétrica de fornecedores nacionais ou estrangeiros para suprir a demanda do país, além de contratar de maneira direta funcionários terceirizados, sem a necessidade de uma licitação pública, como obriga a lei fora do estado de emergência. Chávez voltou a insistir que a principal causa da crise é a severa seca que afeta o país, que levou a níveis alarmantes a represa de El Guri, responsável por 70% da energia do país, mas também citou o "esbanjamento dos consumidores". Contudo, alguns analistas e a oposição acreditam que a crise se deve a anos de falta de investimentos no setor e responsabilizam Chávez por não preparar o sistema para o aumento da demanda. Chávez disse ainda que vai punir os clientes residenciais e comerciais do país que não reduzirem o consumo de energia elétrica, com sanções que vão de multas nas contas até o corte por tempo indeterminado do serviço. "Todos aqueles altos consumidores [residenciais] que não reduzirem a partir de hoje o consumo em no mínimo 10% receberão uma multa na conta mensal de 75% sobre o que pagam", anunciou Chávez. "Para aqueles que aumentarem o consumo em 10% ou mais, será aplicada uma taxa de 100%. Se você aumentar acima de 20%, a conta da residência vai subir 200%", completou. O governo da Venezuela considera alto consumidor residencial a casa que demanda mais de 500 quilowatt-hora (Kwh) ao mês. A medida, segundo Chávez, tem um "aspecto positivo" e pretende motivar os usuários. "Se você reduzir entre 10% e 20%, vai receber um desconto de 25%, e se a redução chegar a 20% ou mais se desconta 50% da fatura", disse. A medida também afeta os estabelecimentos comerciais que não reduzirem em um período de dois meses o "alto consumo" [superior a 25 quilovolt-ampere] em 20%. "No primeiro descumprimento se notificará com um cartaz na entrada do estabelecimento. A reincidência será punida com a suspensão de 24 e 48 horas, e depois, no caso de reincidir, o corte será por tempo indefinido", alertou o presidente.
Escrito por saggin às 10h26
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ONU denuncia hospitais que cobram por remédios doados no Haiti  da Associated Press, em Porto Príncipe (Haiti) A ONU (Organização das Nações Unidas) alertou nesta segunda-feira que cortará a entrega de suprimentos médicos e remédios gratuitos aos hospitais no Haiti que estão cobrando para entregar os medicamentos aos pacientes. Quando o terremoto devastador do último dia 12 atingiu o país, as autoridades decidiram tornar gratuito todo o tratamento médico. As estimativas mais recentes do governo indicam que mais de 300 mil ficaram feridos no tremor. Mais de 200 grupos de ajuda humanitária enviaram equipes para ajudar e milhões de dólares em doações de medicamentos chegaram ao país caribenho. Funcionários da ONU disseram à agência de notícias Associated Press que têm informação de que dezenas de hospitais --públicos e privados-- começaram a cobrar os remédios entregues aos pacientes. Os funcionários não quiseram dar os nomes dos hospitais, mas disseram que ficam em várias partes do país, incluindo a capital Porto Príncipe. "O dinheiro veio em grande quantidade", disse Christophe Rerat, da Organização Pan-americana de Saúde, agência da ONU para a região. Ele diz que cerca de US$ 1 milhão em remédios foram enviados somente de armazéns da ONU aos hospitais haitianos nas últimas três semanas. Os hospitais, segundo Rerat, não precisam cobrar pelo atendimento porque os funcionários do Ministério de Saúde estão sendo pagos com dinheiro de doações. A partir de agora, alertaram os funcionários da ONU, qualquer hospital que cobrar taxas pelos medicamentos será cortado da lista de doações. Eles disseram ainda que a ONU deve manter o envio de suprimentos a ONGs que trabalham em hospitais privados, se eles conseguirem provar que nenhum paciente está sendo cobrado. O médico Jean Hugues Henry, da equipe criada após o tremor para lidar com a crise de saúde, disse não ter conhecimento de nenhum hospital que cobra pelo atendimento ou pelos medicamentos. "Amanhã, esclareceremos que o governo nunca deu permissão para cobrar por remédios e serviços", disse. O Haiti tem cerca de 90 hospitais, incluindo públicos e privados e os hospitais de campanha montados após a tragédia causada pelo tremor.
Escrito por saggin às 10h23
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Contra EUA e França, China defende diálogo sobre urânio do Irã 
da France Presse, em Pequim (China) da Folha Online O ministério das Relações Exteriores da China voltou a pedir a continuidade das negociações sobre o programa nuclear do Irã no dia em que Teerã anunciou o início do processo de enriquecimento de urânio a 20%, violando as sanções internacionais. O tom do discurso chinês já era esperado, mas contradiz o consenso da véspera entre França e Estados Unidos ao condenar a ação iraniana e pedir mais sanções. "Esperamos que as partes envolvidas dividam os pontos de vista sobre o projeto de acordo relativo ao reator de pesquisas iraniano e cheguem a um consenso o mais rápido possível, que permitirá resolver a questão", declarou o porta-voz do ministério, Ma Zhaoxu. O chanceler francês, Bernard Kouchner, que classificou o mais recente anúncio iraniano como chantagem, Kouchner reconheceu nesta segunda-feira que não será fácil aprovar um novo pacote de sanções e que a China precisa ser convencida da necessidade de medidas mais duras. A pressão internacional por mais sanções contra o governo do Irã cresceu nesta segunda-feira (8) depois que Teerã anunciou planos para produzir urânio enriquecido e construir mais dez usinas nucleares em apenas um ano. Possíveis sanções incluiriam medidas contra o Banco Central, a Guarda Revolucionária, empresas de exportação e contra o setor de energia, de acordo com diplomatas. O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, e o ministro de Defesa da França, Hervé Morin, defenderam nesta segunda-feira novas sanções da ONU sobre o Irã por fabricar urânio altamente enriquecido em seu próprio território. O anúncio viola as resoluções da ONU, vai contra acordo nuclear debatido com potências ocidentais e aumenta temores de que Teerã mantenha programa secreto de fabricação de armas --como reiteraram EUA e França nesta segunda-feira. "Temos que encontrar uma forma pacífica de resolver esta questão. O único caminho que nos restou, neste ponto, me parece ser o caminho da pressão. Mas isso exigirá que toda a comunidade internacional aja junto", ressaltou Gates, após uma reunião com Morin em Paris. O ministro francês, por sua vez, ressaltou que "toda a comunidade internacional tentou estabelecer condições de diálogo durante meses" com o Irã, embora "não se tenha conseguido nada". "Infelizmente, será necessário um diálogo internacional que conduzirá a novas sanções". A Alemanha também citou a ameaça de sanções, enquanto o Reino Unido disse que os novos planos do Irã violam resoluções da ONU e que está preocupado com o anúncio. A Rússia ainda se mostra oficialmente reticente quanto a novas sanções. O chefe do Comitê de Relações Exteriores da Câmara Baixa do Parlamento russo, Konstantin Kosachyov, pediu, contudo, que a comunidade internacional prepare sérias medidas em resposta. Kosachyov disse ainda que o fortalecimento das sanções econômicas internacionais deve ser considerada, segundo a agência de notícias Interfax. Um novo pacote de sanções contra o Irã depende da maioria dos votos dos membros do Conselho de Segurança, do qual o Brasil faz parte, e da aprovação de todos os cinco membros com poder de veto --China, Rússia, EUA, França e Reino Unido. Enriquecimento O diretor da Organização Iraniana de Energia Atômica (OIEA), Ali Akbar Salehi, anunciou nesta terça-feira que as operações de produção de urânio enriquecido a 20% começaram no país. "Começamos hoje a enriquecer urânio a 20% em uma cascata (de centrífugas) separada da fábrica de Natanz", declarou Salehi, citado pela agência oficial Irna. "Esta cascata produzirá três a cinco quilos de de urânio enriquecido a 20% por mês para nosso reator de pesquisas de Teerã, o que equivale ao dobro de nossas necessidades", acrescentou. O início do processo de enriquecimento de urânio a 20% --suficiente para o reator e bem abaixo dos 90% necessários para fabricação de bombas-- foi anunciado no domingo (7) pelas autoridades iranianas e notificado na segunda-feira à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). Segundo o governo, o Irã tomou a decisão em consequência do bloqueio das discussões com o grupo dos Seis (EUA, Rússia, China, França, Reino Unido e Alemanha) a respeito da entrega de combustível nuclear para um reator de pesquisa médica. No entanto, o governo de Teerã afirmou que a porta continua aberta para o envio de urânio para enriquecimento no exterior.
Escrito por saggin às 10h19
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Emprego na indústria recua 5,3% em 2009, maior tombo desde 2002  Impactado pela crise econômica, o nível de emprego na indústria brasileira registrou em 2009 a maior queda desde 2002, quando a atual série foi iniciada. No ano passado, apresentou retração de 5,3% , na comparação com 2008, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em dezembro, o emprego na indústria caiu 0,6% na comparação com o mês anterior, primeira queda depois de cinco meses. De julho a novembro, havia sido observado expansão acumulada de 2,8%. O IBGE ressaltou, em comunicado, que o resultado não altera a trajetória ascendente do emprego industrial. Em relação a dezembro de 2008, verificou-se recuo de 2,7% no emprego na indústria. No quarto trimestre, o emprego industrial registrou avanço de 1,6% perante o trimestre imediatamente anterior. Antes, no terceiro trimestre, houve avanço menor, de 0,3% frente ao período de julho a setembro. O valor da folha de pagamento dos trabalhadores da indústria também registrou queda no ano, com variação negativa de 2,8% na comparação com 2008. Em dezembro, houve recuo de 3,7% frente a novembro. Em relação a dezembro de 2008, a folha de pagamento dos trabalhadores industriais apresentou retração de 5%. No quarto trimestre, o indicador ficou estável. Na comparação com igual mês em 2008, registrou-se taxas negativas em nove dos 14 locais pesquisados, sendo que a a principal contribuição negativa veio de São Paulo (-8,1%). Entre os setores, houve retração em dez dos 18 setores industriais. As maiores contribuições negativas vieram de meios de transporte (-10,7%), produtos químicos (-14,7%) e metalurgia básica (-13,0%). O número de horas pagas na indústria caiu 5,6% em 2009, ainda de acordo com o IBGE. Em relação a novembro, houve variação negativa de 0,1%, interrompendo sequência de seis altas consecutivas. Já frente a dezembro de 2008, o indicador apresentou retração de 1,8%; no quarto trimestre, verificou-se expansão de 2% em relação aos três meses imediatamente anteriores. Em relação a dezembro de 2008, o número de horas pagas registrou queda em 12 das 14 regiões avaliadas, e 12 dos 18 ramos. Em termos setoriais, as principais contribuições negativas vieram de madeira (-15,7%), produtos de metal (-6,5%) e máquinas e equipamentos (-4,4%).
Escrito por saggin às 10h04
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