Blog do Saggin


BRASILEIRA PRESA EM ISRAEL DIZ QUE PAGOU POR TODOS OS PECADOS.

Libertada anteontem pela Justiça de Israel sob a condição de ficar até quinta em prisão domiciliar, Lilian Lichewitz, 27, diz que pagou "por todos os pecados que fez e há de fazer em outras vidas".

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Estudante de educação física na FMU, em São Paulo, a brasileira foi presa no dia 2 com os pais, Victor e Elza. Ela diz que aceitou encomenda de um amigo que conhecia só pelo Facebook para trazer uma mala de Israel, a ser entregue por um emissário no hotel em Tel Aviv.

Ele não apareceu, mas uma mala "surgiu" no quarto com 1,2 kg de haxixe, sustenta a defesa da família. O trio deixou a mala com um funcionário do hotel e partiu rumo ao aeroporto, para voltar ao Brasil. Foram presos dentro do avião.

Eles disseram que só descobriram tratar-se de drogas ao abrir a mala.

Victor e Elza foram libertados primeiro, com o compromisso de ficar no país por 30 dias; a filha pode deixar Israel já na sexta-feira, mas esperará a liberação dos pais.

Ela aceitou dar entrevista com a premissa de não dar detalhes de como conheceu Samuel Shoel, pivô da confusão, nem de como aceitou trazer uma mala de alguém praticamente desconhecido.

*

Folha - O que aconteceu?
Lilian Lichewitz - Foi um grande engano. Fomos retirados de dentro do avião quando já estávamos com cinto de segurança. Chegamos à prisão, nos revistaram e não havia nada. Nós não falamos hebraico.

E a suspeita de tráfico?
Sou idônea. Se puxarem minha ficha, como puxaram, não encontrarão nada.

E agora, como você está?
Estou em estado de choque. De repente vi a penitenciária, parece filme de terror.
Estava presa num lugar onde ninguém entendia minha língua. Paguei por todos os pecados que fiz e que hei de fazer em outras vidas. Só quero ir embora [chora], só quero pisar no meu solo.

Como foi na prisão?
É assustador [chora]. Ouço o barulho das grades até agora. Você fica pensando: "Por quê?" [chora] É uma dor na alma. Parece que algemaram minha alma, não meu corpo.

Qual era a sua rotina?
Só sabia que as horas estavam passando por causa das refeições. Não via a luz do sol. Em nenhuma das noites consegui dormir.

Como foi anteontem, quando soube que seria libertada?
Não sei nem explicar. Perguntava aos policiais se era verdade. Quando saí do tribunal, a luz até me machucou os olhos. Só queria ver meus pais, beijá-los e abraçá-los. Vou esperar pelos meus pais e voltar com eles para o Brasil. Não volto sem eles.



Escrito por saggin às 12h18
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NOVO CAPÍTULO NA CASA CIVIL.

Suspeito de participar de tráfico de influência dentro da Casa Civil, Gabriel Boavista Laender pediu demissão do cargo de assessor da secretaria executiva da pasta. O pedido de exoneração foi publicado no "Diário Oficial da União" nesta terça-feira.

Laender é mais uma pessoa ligada à ex-ministra Erenice Guerra, investigada nos casos de lobby na Casa Civil.

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Coordenador da área de regulação do plano de banda larga, Laender foi advogado da Unicel antes de ser nomeado para trabalhar no governo. A empresa é ligada ao marido de Erenice, José Roberto Camargo, que atuou como consultor da companhia de telefonia.

O suposto tráfico de influência para beneficiar a Unicel é um dos focos da investigação da Polícia Federal sobre a atuação de um grupo de lobby na Casa Civil. A PF já ouviu o marido de Erenice sobre o assunto.

A Folha revelou que o computador usado por Gabriel Laender foi acessado várias vezes com a senha de Vinícius Castro, ex-assessor da Casa Civil e sócio de um filho de Erenice na Capital, empresa da família Guerra que intermediava negócios com o governo.

Erenice deixou o governo em 16 de setembro depois de a Folha publicar que ela recebeu na Casa Civil um empresário levado pelos lobistas do esquema, que cobravam para viabilizar um empréstimo para um projeto de energia eólica no BNDES.

Antes de Laender pedir demissão, Vinícius Castro e Stevan Knezevic, também citados no escândalo, já haviam deixado os cargos.

Ele repetiu que o governo Lula prepara um anteprojeto de lei para entregar à presidente eleita, Dilma Rousseff, que será o "ponto de partida" para uma nova política para o setor. Segundo ele, a expectativa é que Dilma encaminhe o texto para consulta pública ou discussão do Congresso quando assumir e trate o assunto como prioritários em seu governo.



Escrito por saggin às 12h14
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CUBA E VENEZUELA AMPLIAM "ALIANÇA SOCIALISTA".

Cuba e Venezuela comemoraram sua aliança socialista de uma década na segunda-feira (8) em uma cerimônia que estende formalmente o pacto de cooperação econômica e garante o fluxo regular de petróleo aos cubanos por mais dez anos.

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O ditador cubano, Raúl Castro, também anunciou que o Partido Comunista, que governa o país, realizará em abril o primeiro congresso desde 1997 para decidir a melhor forma de fortalecer a economia da ilha, para garantir que o socialismo cubano continue depois da saída da atual liderança.

Castro e o presidente venezuelano, Hugo Chávez, exaltaram a extensão do pacto como uma demonstração da continuidade da solidariedade.

"Esse relacionamento se fortaleceu durante os últimos dez anos e deve continuar sua ascensão", disse Castro para um público de autoridades cubanas e venezuelanas e membros do Partido Comunista de Cuba.

"Nenhuma dificuldade conseguiu paralisar o desenvolvimento desses laços", disse ele.

"Esse acordo é um marco inaugural... para tudo o que conquistamos nesses dez anos, e pelo que continuaremos a conquistar nos dez que virão e nos cem que virão", disse Chávez.

HISTÓRICO

Os países assinaram pela primeira vez o Acordo de Cooperação Integral em outubro de 2000 e depois aumentaram seus laços econômicos e políticos.

A aliança é fundamentada em uma crença comum em princípios socialistas e na animosidade contra os Estados Unidos, país a que Castro e Chávez se referem frequentemente como "o império".

A Venezuela, a maior produtora de petróleo da América do Sul, é o maior parceiro comercial de Cuba e tem usado o rendimento do petróleo para apoiar a frágil economia cubana. O país fornece cerca de 115 mil barris de petróleo por dia à ilha, a preços preferenciais, em troca do envio de milhares de médicos cubanos e outros trabalhadores especializados à Venezuela.

A Venezuela também está investindo bilhões de dólares para melhorar a infraestrutura petrolífera de Cuba.

PLANOS FUTUROS

Ainda nesta terça-feira o Partido Comunista Cubano revelou planos para o futuro da economia nacional, indicando que o país deverá promover o investimento estrangeiro, expandir o setor privado e pagar de forma regular sua dívida externa.

O documento, intitulado "Projeto de Diretrizes de Política Econômica e Social", é o programa de reformas que o ditador cubano, Raúl Castro, vai levar à avaliação do congresso do partido em abril.

Contudo, o partido não vai renunciar ao sistema socialista instalado há meio século, depois que Fidel Castro assumiu o poder na revolução de 1959, de acordo com um documento de 32 páginas que irá orientar os debates no congresso do partido em abril.

"A política econômica na nova fase seguirá o princípio de que somente o socialismo é capaz de superar dificuldades e preservar as conquistas da revolução e que na atualização do modelo econômico a primazia será da planificação, e não do mercado", diz o texto.



Escrito por saggin às 12h05
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OBAMA CHEGA A INDONÉSIA.

O presidente americano Barack Obama desembarcou nesta terça-feira na Indonésia, segunda etapa de sua viagem asiática, mas pode ser obrigado a encurtar a visita em consequência do risco gerado pelas erupções do vulcão Merapi, informou uma fonte oficial.

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O Air Force One --avião da Presidência dos EUA-- pousou no aeroporto militar de Halim Perdanakusuma, nas proximidades da capital Jacarta, às 7h30 de Brasília, procedente da Índia, onde Obama fez uma visita de três dias.

Roslan Rahman/AFP
Obama e a primeira-dama Michelle chegam à Indonésia; tour pela Ásia ainda inclui o Japão e a Coreia do Sul
Obama e a primeira-dama Michelle chegam à Indonésia; tour pela Ásia ainda inclui o Japão e a Coreia do Sul

Segundo o programa oficial, Obama deveria ficar 20 horas em Jacarta, onde retorna pela primeira vez desde que viveu nesta cidade durante quatro anos de sua infância, de 1967 a 1971, depois de um novo casamento de sua mãe com um indonésio.

"É possível que tenhamos que deixar a Indonésia algumas horas antes do previsto pelos riscos gerados pelas cinzas vulcânicas", afirmou o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, a bordo da aeronave.

Mohammad Ali/Efe
Empresas aéreas se viram forçadas a cancelar dezenas de voos na Indonésia por causa das cinzas lançadas pelo vulcão
Empresas aéreas se viram forçadas a cancelar dezenas de voos na Indonésia por causa das cinzas lançadas pelo vulcão

Situado a 430 km de Jacarta, o vulcão Merapi entrou em erupção em 26 de outubro e provocou a morte de ao menos 151 pessoas até o momento. Mais de 320 mil pessoas estão em centros de evacuação em um perímetro de segurança de 20 quilômetros em torno do Merapi, situado no centro de Java, segundo a Agência de Gestão de Desastres Nacional.

Os transportes aéreos foram prejudicados no fim de semana em consequência dos riscos provocados pelas nuvens de cinzas, que segundo as autoridades não chegaram a Jacarta.

Após a passagem pela Indonésia, Obama seguirá para o Japão e a Coreia do Sul, onde se realizará esta semana a cúpula do G20.

APOIO À ÍNDIA

Em mais um sinal das crescentes relações entre EUA e Índia, o presidente Barack Obama anunciou nesta segunda-feira seu apoio a um assento permanente para a Índia no Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas). O anúncio é um reflexo do crescente peso do país asiático no cenário global e seu desafio à rival China.

"Nos anos seguintes, eu espero ansiosamente por um Conselho de Segurança das Nações Unidas reformado que inclua a Índia como membro permanente", disse Obama em discurso a Parlamento indiano, em sua primeira visita oficial à maior democracia do mundo.

Por outro lado, Obama alertou que a Índia teria que assumir um papel mais responsável em assuntos internacionais, como pressionar o governo de Mianmar para adotar a democracia. "A Índia constantemente se esquivou de alguns desses assuntos. Mas falar por aqueles que não tem voz não é interferir nos assuntos de outros países."

Jason Reed/Reuters
Presidente Barack Obama faz discurso no Parlamento indiano e declara apoio à cadeira permanente na ONU
Presidente Barack Obama faz discurso no Parlamento indiano e declara apoio à cadeira permanente na ONU

O apoio a Índia vem num momento em que o país compete cada vez mais com a China pelos recursos globais, da África à América Latina. Mas sua assertividade econômica vem frequentemente acompanhada por uma diplomacia cautelosa em assuntos como Mianmar e as relações com o Irã.

O Conselho de Segurança da ONU --responsável pelas decisões mais importantes da organização-- sempre teve cinco membros permanentes com poder de veto desde que o órgão foi criado, mas essa composição foi criticada por não refletir a divisão de poder no século 21. Os cinco assentos pertencem a EUA, China, Reino Unido, França e Rússia, com direito a veto. Há ainda outros dez membros não permanentes. O Brasil é outro que almeja uma reforma no Conselho.

A Índia alega que ter uma cadeira no Conselho de Segurança da ONU refletiria seu crescente peso no G20, na medida em que sua economia de trilhões de dólares ajuda a reduzir os efeitos da crise econômica.

CHAVE DE OURO

O apoio é um gesto diplomático de grande escala, que deve encerrar com chave de ouro a visita do presidente ao país asiático --na qual anunciou ainda acordos no valor de US$ 10 bilhões e capacidade de gerar 50 mil empregos nos EUA.

Mas não significa uma reforma imediata e nem ao menos no curto prazo do Conselho de Segurança. O próprio Obama ressaltou ao dizer que espera a reforma "nos próximos anos".

"Isso não será feito tão cedo", disse Gurmeet Karmal, diretor do Centro para Estudos da Terra, um think-tank indiano. "O Conselho de Segurança não será reorganizado pelos próximos oito ou dez anos".

De qualquer forma, o apoio mostra o tamanho da aposta dos EUA na relação com a Índia, uma nação de 1,2 bilhões de pessoas e com uma economia de trilhões de dólares.

Obama passa por uma situação delicada em sua visita à Índia, na qual tenta ampliar as relações diplomáticas e financeiras com o país e ao mesmo tempo defender melhor relacionamento de Nova Déli com o vizinho e rival histórico Paquistão (aliado crucial dos EUA na guerra contra o terrorismo).



Escrito por saggin às 12h02
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PF PRENDE SUSPEITOS DE FRAUDAR O INSS.

A Polícia Federal no Rio de Janeiro deflagrou nesta terça-feira uma operação para desarticular quadrilhas suspeitas de fraudar o INSS em R$ 7 milhões mensais com a obtenção irregular de benefícios. A investigação teve início há pelo menos dois anos.

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A Operação Teníase já cumpriu 30 de 33 mandados de prisão preventiva e 81 de buscas e apreensões contra servidores, advogados e despachantes acusados de crimes contra a Previdência Social. A Força-Tarefa é composta pelo Ministério Público Federal, Polícia Federal e Previdência Social

Segundo a PF, as quadrilhas obtinham benefícios irregulares na agência da previdência social do Bairro de Fátima/Niterói, Copacabana, Cosme Velho, Itaboraí e Teresópolis.

Os mandados foram expedidos pelo Juiz Federal Vlamir Costa Magalhães da 4ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro após o recebimento das 16 denúncias encaminhadas pelo Ministério Público Federal contra 45 pessoas, entre servidores, ex-servidores, advogados e demais intermediários. Os presos podem responder pelos crimes de formação de quadrilha, corrupção ativa e passiva, inserção de dados falsos e estelionato e estarão sujeitos a penas que, somadas, podem alcançar mais de 30 anos.

De acordo com as denúncias, servidores da previdência social aceitavam o pagamento de propina em troca da concessão de benefícios previdenciários. Em alguns casos, segundos a PF, as irregularidades envolviam a utilização de empresas de fachada por meio das quais os fraudadores simulavam o preenchimento dos requisitos para o deferimento da aposentadoria.

"É impressionante como alguns servidores denunciados agora pelo MPF já tinham sido investigados e detidos em outras ocasiões e voltaram a cometer os mesmos crimes. A articulação das quadrilhas é complexa, então foi preciso oferecer 16 denúncias para detalhar o envolvimento de cada criminoso", afirmou o procurador da República Carlos Alberto Aguiar.

"Entre outros fatos supostamente criminosos, apurou-se que servidores do INSS mantêm um intenso esquema de corrupção em concurso com comparsas externos ao corpo da autarquia previdenciária. Analogicamente, atuam como se a Previdência Social fosse um grande "balcão de negócios" ou uma "empresa privada" cujo objeto empresarial seria a negociação de "produtos" (os benefícios previdenciários), vendidos pelos "funcionários da empresa" (os servidores do INSS), que se valem da intermediação de "representantes de vendas" (advogados, intermediários e despachantes) a "clientes" que seriam os segurados da Previdência Social", afirmou o delegado da Polícia Federal Fernando Cesar.



Escrito por saggin às 11h59
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RECEITA LIBERA O 6º LOTE DO IR.

A Receita Federal abre nesta terça-feira consulta ao sexto lote multiexercício de restituições do Imposto de Renda da Pessoa Física, a partir das 9h. Para saber se terá a restituição liberada nesse lote o contribuinte poderá acessar a página da Receita na internet (www.receita.fazenda.gov.br) ou ligar para 146. É preciso informar o CPF.

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Serão creditadas, simultaneamente, no dia 16 de novembro as restituições referentes ao exercício de 2010 (ano calendário de 2009), residual de 2009 (ano calendário 2008) e residual de 2008 (ano calendário de 2007), para um total de 558.809 contribuintes com imposto a restituir, totalizando um montante de R$ 749,895 milhões.

Para o exercício de 2010, serão creditadas restituições para um total de 418.694 contribuintes com imposto a restituir, totalizando um montante de R$ 601,264 milhões, já acrescidos da taxa Selic de 5,95% (maio a novembro). Desse montante, 30.192 contribuintes foram priorizados conforme o Estatuto do Idoso, totalizando R$ 37 milhões.

Com relação ao lote residual do exercício de 2009, serão creditadas restituições para um total de 103.812 contribuintes com imposto a restituir, totalizando um montante de R$ 107,472 milhões já atualizados pela taxa Selic de 14,41%, (período de maio de 2009 a novembro de 2010).

Já no lote residual do exercício de 2008 serão creditadas restituições para um total de 36.303 contribuintes, totalizando R$ 41,158 milhões já atualizados pela taxa Selic de 26,48%, (período de maio de 2008 a novembro de 2010).

Segundo a Receita, estão contemplados neste lote de restituição os contribuintes da terceira idade que não possuem pendências nas respectivas declarações. Os pagamentos dos demais contribuintes foram priorizados de acordo com a data da última declaração entregue do respectivo exercício.

Os valores não sofrerão quaisquer acréscimos, independentemente da data em que o contribuinte receba a sua restituição e estarão disponíveis no Banco do Brasil. O contribuinte poderá contatar pessoalmente qualquer agência do BB ou ligar para a Central de Atendimento BB 4004-0001 (capitais - clientes do Banco do Brasil S.A), 0800-729-0001 (demais localidades - clientes do Banco do Brasil S.A), 0800-729-0722 (capitais e demais localidades - clientes e não clientes do Banco do Brasil S.A) e 0800-729-0088 (deficientes auditivos), para agendar o crédito em conta corrente ou de poupança em seu nome, em qualquer banco.

A restituição ficará disponível no banco durante um ano. Se o contribuinte não fizer o resgate nesse prazo, deverá requerê-la mediante o Formulário Eletrônico -- Pedido de Pagamento de Restituição, disponível na internet.

Caso o contribuinte não concorde com o valor da restituição, poderá receber a importância disponível no banco e reclamar a diferença na unidade local da Receita.



Escrito por saggin às 11h55
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PROFESSORA ACUSADA DE ABUSO SEXUAL É AFASTADA PELA PREFEITURA.

A professora Cristiane Barreiras, 33, presa há duas semanas sob suspeita de manter um relacionamento amoroso e sexual com uma aluna de 13 anos, foi desligada da prefeitura na manhã desta terça-feira. Ela ainda estava em estágio probatório.

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A decisão foi publicada hoje no "Diário Oficial" do município e levou em conta a gravidade dos fatos descritos no processo administrativo, o dano à imagem da prefeitura e julgou a permanência da servidora um risco para a sociedade.

A professora foi presa no último dia 27, na zona oeste do Rio. Ela foi detida após a denúncia da mãe da aluna, que relatou à polícia que a filha estava desaparecida havia dois dias. Estudante e professora teriam passado os dias num motel. A docente dava aulas para a menina em uma escola municipal na zona oeste do Rio.

A defesa de Cristiane Barreiras deve entrar hoje com pedido de habeas corpus no Fórum de Bangu, zona oeste do Rio. Segundo a advogada Vanuce Barros, a prisão da docente foi ilegal porque ocorreu dentro dos cinco dias que antecedem o período eleitoral.

O delegado responsável pelas investigações, Ângelo Lages, da 33ª DP (Realengo), concluiu na sexta-feira (5) o inquérito sobre o caso. Tanto a professora como o ex-diretor da escola Celso Luiz Santos Gomes foram indiciados sob suspeita dos mesmos crimes: estupro de vulnerável e corrupção de menores.

O advogado de Gomes disse haver "precipitação" da polícia. O dono do motel onde a professora de matemática se encontrava com a aluna pode responder por infração administrativa.



Escrito por saggin às 11h52
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Planalto quer votar regras do pré-sal ainda em 2010

  Divulgação
O Planalto tentará concluir a votação das regras do pré-sal ainda em 2010. Enfrenta o relógio e as legendas de oposição.

 

Nesta terça (9), sob a presidência de Michel Temer (PMDB-SP), os líderes partidários vão à mesa para negociar a pauta de votações.

 

Até a semana passada, o governo parecia concentrado apenas na aprovação do Orçamento da União para o ano de 2011.

 

A essa prioridade decidiu-se adicionar o pré-sal. Há na fila do plenário da Câmara 12 medidas provisórias, cujas votações têm precedência sobre outros projetos.

 

O orçamento vai a voto em sessão conjunta da Câmara e do Senado. Nesse caso, as medidas provisórias –ou MPs, como são chamadas— não constituem entrave.

 

Porém, para chegar ao pré-sal será preciso atravessar o mar de MPs. E as legendas de oposição –à frente PSDB e DEM— ameaçam obstruir.

 

Em minoria, tucanos e 'demos' não têm votos para prevalecer sobre o governo. Mas dispõem de ferramentas regimentais que lhes permitem esticar as sessões.

 

Se optar por esse caminho, a oposição tem como converter cada votação num autêntico calvário.

 

Nesse ponto, opera o relógio. O Congresso entra em recesso antes do Natal. E pode não haver tempo para a aprovação do pré-sal.

 

Os projetos que regulam a exploração das novas jazidas já passaram pela Câmara. Mas sofreram alterações no Senado.

 

Por isso, precisam passar por nova votação da Câmara antes de seguir para a sanção de Lula.

 

Falta votar o Fundo Social, que destina os dividendos para investimentos sociais, e a proposta que institui nova divisão dos royalties do petróleo.

 

Com o auxílio de 'silvérios' governistas, a oposição logrou aprovar o projeto que redistribui os royalties a Estados não produtores, em prejuízo dos produtores.

 

Para embaralhar ainda mais o jogo, PSDB e DEM defendem a inclusão na pauta de votações do projeto que regulamenta a chamada Emenda 29.

 

Trata-se daquela proposta que fixa percentuais de receita que municípios, Estados e União são obrigados a destinar à saúde.

 

É nessa proposta que o governo injetou o cavalo de Tróia da CSS (Contribuição Social para a Saúde) –o nome edulcorado que se deu à velha CPMF.

 

O grosso do projeto já foi votado e aprovado pelos deputados. Mas, para concluir a votação, é preciso apreciar uma emenda apresentada pelo DEM.

 

A emenda trata justamente da CSS, contribuição orçada em 0,1%. Incide sobre os cheques e demais transações financeiras.

 

Contra a vontade de pelo menos 13 governadores –entre eles o tucano Antonio Anastasia, de Minas –a oposição quer derrubar a encrenca.

 

Ao Planalto interessa mantê-la. Mas o governo enfrenta defecções em sua bancada. Algo que o fez desistir de testar sua maioria quando o projeto foi a voto pela primeira vez.

 

Em meio a essa atmosfera conspurcada, o governo talvez seja compelido a adiar a análise do pré-sal –e da CSS— para o ano que vem, sob nova legislatura.

 

Nessa hipótese, o exército governista se concentraria na aprovação do Orçamento e na desmontagem das armadilhas que o assediam.

 

Nesta segunda (8), em reunião com o seu gabinete de transição, Dilma Rousseff fixou como prioridade o freio às propostas que criam despesas extras para 2011.

 

Juntas, as propostas foram estimadas em R$ 126 bilhões. Incluem do novo salário mínimo ao aumento dos contrachques do Judiciário, das PMs e dos bombeiros.

 

O único tema que Dilma admite discutir é o salário mínimo. Ela acena com a hipóitese de tonificar o valor que vai vigorar em 2011.

 

Por ora, não se sabe até onde Dilma e o governo estão dispostos a chegar. Encontra-se sobre a mesa a cifra de R$ 540.

 

A coisa deve ficar clara em encontro que o ministro Paulo Bernardo (Planejamento) terá com o relator do Orçamento, senador Gim Argello (PTB-DF).



Escrito por saggin às 11h46
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Sob holfotes, Haddad tenta ‘justiticar’ o inacreditável

 Alan Marques/Folha
Depois de tomar chá de sumiço durante o final de semana, o ministro Fernando Haddad (Educação) reapareceu.

 

Esforçou-se para explicar o inexplicável. Tinha diante de si a impossível missão de justiticar o inacreditável.

 

Minimizou a encrenca que levou a Justiça Federal do Ceará a suspender o Enem. Reconheceu as provas continham falhas. Porém...

 

Porém, disse que o MEC recebeu uma quantidade diminuta de relatos de transtornos. O sossego do ministro chega antes da aferição do desastre.

 

O próprio Haddad disse que o Inep, instutito do MEC responsável pela prova do Enem, ainda não estimou o número de alunos prejudicados.

 

Otimista a mais não poder, o ministro disse que, computados os desafortunados, o MEC zelará para que nenhum estudante saia prejudicado:

 

"A vantagem do Enem é que ele poderá fazer a prova depois, sem prejuízo". Segundo ele, "100% dos estudantes serão contemplados".

 

Para a juíza Carla de Almeida Miranda Maia, que determinou a suspensão do Enem, a aplicação de novas provas não resolve o problema, agrava-o.

 

Quebra-se a isonomia da disputa entre os estudantes na briga por boas notas. Haddad dá de ombros.

 

Diz que o MEC encaminhará esclarecimentos à juíza do Ceará. Se não forem aceitos, o ministério recorrerá contra a decisão.

 

Não passa pela cabeça de Haddad a hipótese de refazer todo o exame. Para ele, o Enem-2010 é "absolutamente sustentável".

 

De susto em susto, a sustentabilidade de que fala o ministro dá à equipe que (des)cuida do Enem uma aparência insuportavelmente insustentável.



Escrito por saggin às 11h44
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Governo, oposição, o mínimo e o ‘cavalo de batalha’

Alan Marques/Folha

 

O salário mínimo tornou-se o mais novo cavalo de batalha do Congresso. É cavalgado por governistas e oposicionistas.

 

Reunido nesta segunda (8), o gabinete de transição da presidente eleita Dilma Rousseff debruçou-se sobre o Orçamento da União.

 

Depois, em entrevista, o vice-presidente eleito Michel Temer disse que será preciso promover "ajustamentos”. Não deu detalhes.

 

Limitou-se a dizer que “haverá uma reunião com o relator e com o presidente da Comissão de Orçamento” do Congresso.

 

Para quê? “Para tentarmos aprovar o Orçamento neste ano”. Contou que “o ponto mais enfático” da reunião foi a análise do salário mínimo.

 

“Se houver alguma questão referente a salário mínimo ou qualquer outro tema, é preciso negociar com a Comissão de Orçamento”.

 

O governo propôs para 2011, primeiro ano da gestão Dilma, um mínimo de R$ 538,15. As centrais sindicais reivindicam R$ 580,00.

 

Relator do Orçamento, o senador Gim Argello (PTB-DF) admite, no máximo, arredondar a cifra para R$ 540,00.

 

A oposição decidiu adicionar pimenta à salada de cifras. Vai enganchar no Orçamento uma emenda que eleva o mínimo para R$ 600,00.

 

Foi esse valor que o candidato derrotado José Serra prometeu durante a campanha. Será levado à comissão de Orçamento por dois congressistas.

 

Serão signatários da emenda o senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) e o deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP).

 

"A tendência natural dos partidos que apoiaram Serra é de defender essa proposta", justificou Jardim.



Escrito por saggin às 11h42
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Ex-incendiário, Lula tenta, de novo, extinguir o ‘fogo’

 

 

A exemplo do que fizera numa aparição em rede nacional de TV, na semana passada, Lula voltou a empunhar a mangueira nesta segunda (8).

 

 

No programa radiofônico oficial –“Café com o Presidente”— Lula repisou a tese segundo a qual a oposição precisa mover-se com cautela:

 

"Não é que as pessoas que fizeram oposição durante a campanha deixem de ser oposição, pelo contrário, a oposição faz parte da consolidação do processo democrático. O que é importante é que a oposição seja feita de forma civilizada, de forma a fazer uma política madura".

 

Que as relações políticas precisam ser serenadas não há dúvida. O problema é que, depois de comparecer à campanha como carbonário, Lula é, hoje, o personagem menos indicado para o papel de bombeiro.



Escrito por saggin às 11h39
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Serra culpa a ignorância alheia pela campanha ‘rasa’

  Marcello Casal/ABr
Depois de passar o final de semana na litorânica cidade francesa de Biarritz, José Serra voou para Paris.

 

Durante o vôo, trocou um dedo de prosa com o repórter Vaguinaldo Marinheiro.

 

A certa altura, comentou o raquitismo do discurso exibido na campanha eleitoral:

 

“Seria importante discutir assuntos mais sérios durante a campanha eleitoral. Temas da economia profunda...”

 

“...Mas eles são evitados porque todos creem que ficaria incompreensível para a maioria”.

 

De fato, o brasileiro comum é um bronco econômico. Não domina o economês. Muito menos o o marquetês.

 

A bugrada jamais compreenderá a lógica que passou a dominar as campanhas, reduzindo a capacidade de liderança dos candidatos.

 

Nivelados o impulso do presidenciável de produzir pensamento com o impulso do comitê de conter a demanda por ideias, chega-se ao mercado da marquetagem.

 

O excesso de meio circulante provido pela plutocracia alimenta a espiral que conduz à inflação de pesquisas dos comitês.

 

Recolhidas as apreensões do mercado, aplica-se um redutor à média das opiniões especulativas sobre os temas disponíveis.

 

Em seguida, promove-se uma recessão de propostas, de modo a congelar as expectativas da platéia em relação às coisas que não entende.

 

Para repetir Serra: temas que interessam desaparecem do debate porque todos, inclusive os candidatos, creem que soarão incompreensíveis à maioria.

 

Assim fica fácil. Faz-se uma campanha patética e atribui-se a miséria intelectual à estupidez do eleitor.

 

O diabo é que, diferentemente do que ocorre com economistas como Serra, do povo ninguém pode falar nada. A ignorância do eleitor pelo menos não é especializada.



Escrito por saggin às 11h35
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BUSH ORDENOU ATAQUES AO IRÃ E A SÍRIA.

O ex-presidente dos EUA George W. Bush (2001-2009) ordenou ao Pentágono que planejasse ataques a Irã e Síria, segundo disse na autobiografia "Decision Points" (Momentos Decisivos, tradução livre), que lança hoje.

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Os EUA dizem manter "todas as opções na mesa" sobre o Irã, que Washington acusa de buscar desenvolver uma bomba com seu programa nuclear. Teerã nega.
Mas a admissão clara de que o plano foi efetivamente elaborado mostra o quão perto o país chegou de agir durante o governo Bush.

Reprodução/NBC.com
Matt Lauer entrevista George. W. Bush pela primeira vez desde que ele deixou a Presidência dos EUA
Matt Lauer entrevista George. W. Bush pela primeira vez desde que ele deixou a Presidência dos EUA

"Orientei o Pentágono a estudar o que seria necessário a um ataque. Seria para parar a bomba-relógio, ao menos temporariamente." Se tivesse sido realizado, o plano poderia ter desestabilizado o Oriente Médio muito além do efeito das invasões do Iraque e do Afeganistão.

Um ataque a instalações da Síria foi considerado a pedido de Israel, mas Bush concluiu que os riscos eram altos demais. Israel acabou executando o ataque em 2007.

Na autobiografia, Bush também tenta se defender de exaustivas críticas mostrando o que passou por sua cabeça em momentos polêmicos do governo, como na resposta ao furacão Katrina.

Em entrevista à rede NBC ontem, ele afirmou que "um dos momentos mais nojentos de sua Presidência" foi ter sido acusado de racismo pelo músico Kanye West por causa da demora no resgate aos sobreviventes do furacão.

A entrevista foi a primeira exclusiva após deixar o cargo. Boa parte foi tomada por reflexões sobre o 11 de Setembro. Bush negou que estivesse "em choque" quando recebeu, imóvel, a notícia do ataque. A imagem do presidente sentado numa escola infantil no momento rodou o mundo.

Também defendeu que foram necessárias duas guerras, Guantánamo, tortura de presos e escutas do governo para manter o país seguro.

Ele conta que o governo "foi inundado por ameaças" nos dias que se seguiram aos ataques, inclusive um alerta falso sobre exposição a material tóxico na Casa Branca.

Mas, para ele, o pior período do governo foi em meados de 2006, quando pensou que ia perder a guerra no Iraque. Ao final, Bush concluiu: "Espero que [a história] me julgue como um sucesso".



Escrito por saggin às 11h30
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JUSTIÇA ANULA PROVAS DO ENEM.

O ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou na manhã desta terça-feira que a aplicação de uma nova prova do Enem para os candidatos prejudicados por problemas encontrados no exame do último fim de semana não vai prejudicar a condição de igualdade entre os concorrentes.

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Juíza nega sigilo na suspensão do Enem; veja íntegra da decisão
Ministro considera baixo o número de prejudicados no Enem

A afirmação do ministro foi feita durante entrevista no programa "Bom Dia Brasil", da TV Globo. Na ocasião, o ministro afirmou que irá mostrar à Justiça que a tecnologia educacional permite fazer uma nova prova para cerca de 2.000 pessoas sem prejudicar a isonomia. Ele ainda afirmou que as questões teriam o mesmo grau de dificuldade e citou exames que usam a metodologia.

Haddad ainda afirmou ter certeza de que a juíza federal Karla de Almeida Miranda Maia, da 7ª Vara Federal do Ceará, que determinou ontem a suspensão do Enem, vai voltar atrás de sua decisão. Apesar disso, ele acrescentou que caso contrário o ministério vai recorrer da decisão.

Já ao ser questionado sobre os problemas na elaboração de algumas questões do Enem 2010, como erro de digitação e casos em que mais uma alternativa estava correta, o ministro disse que existe uma taxa de tolerância para esse tipo de problema e destacou que diversos vestibulares têm casos de anulação de questões devido ao problema.

PROBLEMAS

No sábado (6), primeiro dia de prova, parte dos exemplares saiu com folhas repetidas ou erradas. Nesses casos, os alunos não receberam todas as questões. Já no cabeçalho da folha de respostas recebida por todos os alunos, o espaço para o gabarito das questões de ciências da natureza estava incorretamente identificado como ciências humanas.

Ontem, o presidente do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), Joaquim José Soares Neto afirmou que o problema nas provas amarelas ainda está sendo dimensionado. Ao todo, as provas são divididas em quatro cores. Uma estimativa preliminar e extraoficial é que cerca 2.000 estudantes tenham feito a prova incompleta.

A suspensão do Enem já havia sido defendida pela seção paulista da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e pela Defensoria Pública da União.

Na noite de sábado (6), Soares Neto repetiu em diversas ocasiões de uma entrevista coletiva concedida em Brasília que não havia possibilidade de o exame ser anulado.

Ao todo, o Enem teve 4,6 milhões de inscrições neste ano. Porém, a abstenção foi de 27% no sábado e fechou o domingo em 29% --cerca de 3,3 milhões compareceram em 1.698 cidades do país.

No ano passado, quando a prova vazou e foi adiada, a abstenção ficou próxima dos 40%.

A previsão do MEC (Ministério da Educação) é que os inscritos no exame concorressem a 83 mil vagas em 83 instituições federais de ensino, por meio do Sisu (sistema que destina vagas em instituições federais apenas com base na nota do Enem).



Escrito por saggin às 11h25
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PREÇO DOS ALIMENTOS DISPARAM E PUXAM AUMENTO DA INFLAÇÃO.

Pressionados pelo clima e a consequente alta das commodities, os alimentos ditaram os rumos da inflação em 2010. A alta acumulada de 6,59% de janeiro a outubro representou um impacto de mais de um terço (34%) no IPCA do ano (4,38%), com contribuição de 1,48 ponto percentual.

"Os alimentos determinaram praticamente sozinhos o desenho, o perfil, da inflação em 2010", disse Eulina Nunes dos Santos.

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Em outubro, os alimentos subiram 1,89%, a maior taxa para tal mês do ano desde 2002 e também a mais alta desde junho de 2008.

Após três meses de deflação, entre junho e agosto, o grupo alimentação voltou a ficar pressionado a partir de setembro com a nova rodada de alta das commodities especialmente do trigo, milho e soja.

"Neste ano, houve um problema de seca em escala mundial, que elevou os preços das comoodities", disse Nunes dos Santos.

Tamanha foi a alta dos grãos que ela foi suficiente para anular o efeito benéfico do câmbio, que ficou restrito apenas a alguns itens, como os produtos de limpeza (alta de 1,09% no ano, abaixo do IPCA acumulado de 4,38%).

Ainda por conta do clima e da quebra de safra em países produtores como a Rússia, a farinha de trigo e seus derivados também pressionaram o grupo alimentação em outubro. A farinha subiu 5,23%. O macarrão teve alta de 2%.

Já no caso do feijão, que acumula alta de 109,78% no ano e subiu 31,42% em outubro, a safra menor é responsável pelos reajustes.

Segundo Nunes, a demanda aquecida também proporcionou repasses mais intensos dos aumentos das commodities, cuja alta também elevou os preços de rações e indiretamente das carnes.

No acumulado do ano, as carnes foram os itens de maior pressão (alta de 14,56% e contribuição de 0,32 ponto percentual para o IPCA), ao lado dos colégios e do empregado doméstico --ambos também com peso de 0,32 ponto percentual no IPCA do ano.

Em outubro, as carnes subiram 3,48% e também lideraram o impacto no IPCA --0,08 ponto percentual.

"A renda aumentou e no mundo, inclusive no Brasil, as pessoas estão comendo mais carne. O país aumentou a exportação e a oferta interna está mais estreita", disse Nunes dos Santos.



Escrito por saggin às 11h23
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